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Proteção de Dados critica obrigatoriedade da app Stay Away Covid

Alexandra Figueira

“Graves questões relativas à privacidade”, “fortes reservas no plano ético” e lei “dificilmente exequível”. A Comissão Nacional de Proteção de Dados chumba em toda a linha a intenção do Governo de tornar obrigatória a Stay Away Covid.

Quando for chamada a pronunciar-se sobre a proposta de legislação que António Costa vai apresentar ao Parlamento, a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) vai emitir um parecer, mas a sua linha de raciocínio está clara: arrasa a intenção do Governo.

Em resposta a questões dos jornalistas, a comissão lembra ter autorizado a criação da app a Stay Away Covid no pressuposto de que a sua instalação e utilização seria voluntária. A publicação de uma lei que a torne obrigatória, “seja em que contexto for”, ressalva, “suscita graves questões relativas à privacidade dos cidadãos”. Em causa está o facto de as pessoas ficarem impedidas de recusar a partilha com outras entidades “da sua localização e dos seus movimentos”.

E, para a CNPD, o princípio ajusta-se quer a empresas multinacionais, como as que gerem as redes sociais, quer ao Estado.

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