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China flexibiliza combate às drogas, mas mantém internação à força

Fábio Zanini

“Usuários de drogas violam a lei, mas são vítimas também. Unamos nossos esforços para iluminar seus corações e mentes com o quente brilho do sol, para encorajá-los a retomar suas vidas e retornar ao caminho da alegria”. A mensagem, com o típico floreio da propaganda estatal chinesa, foi postada em janeiro de 2013 numa rede social por Wang Xiaodong, comissário político antidrogas do Partido Comunista na província de Guizhou. O significado das palavras ia além do simples discurso motivacional, no entanto, e a referência ao “brilho do sol” não era fortuita.

Com população de 34 milhões de habitantes, modesta para padrões chineses, e economia baseada na exploração de produtos primários, a província no sudoeste do país foi a escolhida para sediar o Projeto Brilho do Sol, que simbolizou a mudança na estratégia do Partido Comunista para lidar com as drogas.

Pela primeira vez, o foco deixou de ser apenas em repressão ao tráfico e internação compulsória de dependentes.

Leia mais em Folha de S.Paulo.

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