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Hong Kong: Milhares de polícias de intervenção nas ruas para prevenir protestos no dia da China

Plataforma/Lusa

Hoje celebra-se o dia nacional da China. Com as recentes tensões e ondas de protestos que marcam Hong Kong, milhares de polícias de intervenção foram destacados para impedir qualquer manifestação pró-democracia em larga escala nas ruas da cidade.

São cerca de seis mil polícias que foram mobilizados para a ocasião, disse uma fonte policial à agência France-Press (AFP), o dobro do número normalmente requisitado quando as autoridades esperam manifestações.

Dia 1 de outubro é motivo de celebração no país comunista, celebrando-se a criação da República Popular da China. No entanto, em Hong Kong, é também uma oportunidade para expressar o recuo na liberdade que Pequim tem vindo a submeter na cidade.

A chefe do executivo, Carrie Lam, e funcionários chineses a participaram numa comemoração oficial no centro de exposições da ilha. Helicópteros com bandeiras chinesas e de Hong Kong sobrevoaram o território.

No ano passado, o 70.º aniversário da fundação da República Popular da China, Hong Kong foi palco de confrontos violentos entre manifestantes e polícias.

Por razões de segurança e dado o contexto em que a cidade se encontra, desde a nova lei de segurança nacional imposta por Pequim e a situação de pandemia de Covid-19, proibíram-se todo o tipo de manifestações.

Quatro membros de um movimento de oposição lançaram slogans pró-democracia perto do centro de exposições onde a cerimónia oficial foi realizada na manhã de hoje.

Os ativistas pró-democracia têm apelado à realização de comícios do tipo “flash mob” nas redes sociais.

De manhã, a polícia começou a revistar veículos que percorriam um dos túneis de acesso mais importantes de Hong Kong.

Pelo menos cinco pessoas foram detidas esta semana por suspeita de terem cometido atos violentos, disse a polícia de Hong Kong.

Mais de 10.000 pessoas foram detidas por participarem em protestos nos últimos 16 meses, juntamente com vários líderes pró-democracia.

Joshua Wong, um dos rostos mais conhecidos do ativismo pró-democracia em Hong Kong, foi detido na passada quinta-feira por ter participado numa manifestação em 2019. O ativista foi entretanto libertado.

A mobilização foi muito forte até ao final do ano passado com manifestações que chegaram a ter dois milhões de pessoas.

Mas estas milhares de detenções, e especialmente a chegada do coronavírus, conseguiram asfixiar o movimento no início do ano.

Em junho, a resposta de Pequim aos protestos que se arrastavam há um ano em Hong Kong surgiu com a imposição da lei da segurança nacional na região administrativa especial chinesa, o que levou ativistas a refugiarem-se no Reino Unido e em Taiwan.

Aquela lei pune atividades subversivas, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras com penas que podem ir até à prisão perpétua.

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