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“Ó preto, para quieto”: era assim que diretora de creche acusada de maus tratos falava com um bebé

Alexandre Panda

A diretora de uma creche de Gaia foi acusada pelo Ministério Público (MP) de quatro crimes de maus-tratos alegadamente perpetrados contra quatro crianças com cerca de três anos. A educadora de infância, de 55 anos, é acusada de dar palmadas e empurrões, recusar medicação e até de ter discriminado um bebé de dois anos por ser de origem africana

A mulher continua a trabalhar no lar. De acordo com a acusação do MP de Gaia, tudo terá acontecido entre junho de 2017 e janeiro de 2018, quando a arguida, Olívia C., acumulava as funções de educadora de infância com as de diretora técnica da creche do Lar Santa Isabel, em Gaia. A mulher era responsável pelo acompanhamento de um grupo específico de crianças com idades entre os 24 e os 36 meses.

A acusação garante que a educadora tratou de forma discriminatória uma criança de dois anos por ela ser de origem africana. Em frente dos colegas de turma, ter-se-á referido ao bebé pelo nome de “preto”, em expressões como “ó preto para quieto”. Também terá negado ao bebé a entrega de guloseimas (chupa-chupas) usando a expressão “para ti não há, preto”.

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