As mortes do padre Maximino Sousa e Maria de Lurdes Correia, às mãos das bombas da extrema-direita, nunca tiveram culpados na justiça. Porém, uma confissão de 2014 feita por um dos bombistas revela como tudo aconteceu e que foi um segurança do deputado Galvão de Melo, do CDS, a contratar dois dos cinco mercenários que executaram o crime.
O padre Maximino Barbosa de Sousa, de 32 anos, dava aulas no Liceu de Vila Real. À noite, alfabetizava adultos na Casa da Cultura da Cumieira, em Santa Marta de Penaguião. Era candidato às eleições legislativas que ocorreriam a 25 de abril de 1976, pela UDP, um dos partidos que estaria na origem do BE.