O anúncio foi feito pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que admitiu dificuldades no terreno. “Concluímos que aos cidadãos com casas danificadas, infelizmente, o dinheiro está a demorar a chegar”, afirmou.
Do total de cerca de 30 mil candidaturas apresentadas, apenas 3.200 foram decididas até agora — pouco mais de 10%. Em termos financeiros, foram pagos cerca de quatro milhões de euros, apesar de estarem disponíveis 250 milhões nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.
O governante apontou como um dos principais entraves a dificuldade de vários municípios em avaliar os danos, tendo sido mobilizados mais de 750 técnicos para apoiar as autarquias nesse processo.
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Segundo o ministro, já foram definidos novos procedimentos para acelerar a análise das candidaturas e melhorar a articulação entre câmaras municipais e CCDR, incluindo mecanismos reforçados de controlo para prevenir eventuais fraudes.
Está também prevista a criação de uma plataforma online que permitirá aos cidadãos acompanhar o estado dos apoios atribuídos em cada concelho.
No apoio às empresas, o executivo garante que os pagamentos estão a avançar mais rapidamente, com 1.393 milhões de euros já disponibilizados para cerca de seis mil empresas afetadas.
O Governo anunciou ainda um adiantamento de 75 milhões de euros às autarquias, através de uma antecipação de receitas, para fazer face às despesas imediatas decorrentes dos estragos causados pelo mau tempo.