O Governo de Macau vai reforçar a aposta na promoção do emprego, em parceria com as seis operadoras de jogo, lançando mais de 30 programas de formação e recrutamento dirigidos a residentes locais.
A garantia foi deixada por Chan Tze Wai, subdiretora da Direção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), numa mensagem de Ano Novo Chinês transmitida pela TDM. Segundo a responsável, os programas — desenvolvidos com seis “empresas de lazer” — deverão disponibilizar mais de 500 postos de trabalho, seguindo o modelo “primeiro contratar, depois formar”, aplicado em diferentes funções nos resorts integrados.
A iniciativa será também alargada a outros setores como o financeiro, a construção e os serviços públicos, com o objetivo de permitir aos jovens conciliar trabalho e certificação profissional.
No primeiro semestre, estão previstos vários eventos de recrutamento, incluindo sessões setoriais a partir de março, uma iniciativa dirigida a recém-licenciados em abril e uma feira de emprego e desenvolvimento de carreira em maio.
De acordo com os dados oficiais mais recentes, no quarto trimestre de 2025 a taxa de desemprego dos residentes situava-se em 2,3%, o equivalente a 6.800 pessoas, das quais cerca de metade tinha menos de 35 anos. A taxa de desemprego global era de 1,8%. No ano passado, a DSAL organizou 591 cursos de formação, que registaram 11.000 participações, 46% das quais de jovens até aos 35 anos. Estão ainda previstas cerca de 200 vagas de estágio no Interior da China.
Separadamente, o presidente da Autoridade Monetária de Macau, Simon Vong Sin Man, afirmou que o Governo está a avançar com a criação de fundos orientados pelo Executivo — incluindo um fundo de investimento industrial e um fundo de orientação tecnológica — para apoiar a diversificação económica. Está igualmente em curso a modernização do sistema central de depósito de valores mobiliários e a preparação de uma Lei de Valores Mobiliários.

