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Estado português pagou mais 153 milhões de euros do que devia por testes covid

O Ministério da Saúde não acompanhou as recomendações de entidades que tutela para baixar os preços dos testes de diagnóstico à covid-19, lesando o Estado em 153,4 milhões de euros. Só o atraso de cinco meses na entrada em vigor de um despacho originou uma despesa adicional de 48,3 milhões, revela o Tribunal de Contas.

O relatório do Tribunal de Contas, divulgado esta quinta-feira, faz uma auditoria à testagem e rastreio de contactos no âmbito da resposta à pandemia covid-19 por parte do Ministério da Saúde.

Os juízes concluem que “o processo de formação dos preços dos testes de diagnóstico da covid-19, comparticipados pelo SNS”, tanto para os testes de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN), que ficaram mais conhecidos por testes PCR, como para os testes rápidos de antigénio (TRAg), “nem sempre teve subjacente uma adequada fundamentação do respetivo valor, resultando num acréscimo da despesa pública associada à testagem estimado em 153,4 milhões de euros”.

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