Em causa está a proposta de tarifas para o mercado regulado, e para as famílias que, estando no mercado livre, contrataram tarifa equiparada, num total de 947 mil clientes, de acordo com os dados da ERSE. O regulador propõe um aumento de 1,1% face ao preço médio de 2023, mas que corresponde a acréscimo médio de 1,9% face aos preços em vigor em dezembro de 2023. Há que ter em conta que, em abril, a ERSE baixou as tarifas do mercado regulado em 3%, as quais tinham sofrido um acréscimo, em janeiro, de 1,1%.
Os preços finais que irão vigorar a partir de 1 de janeiro só serão conhecidos a 15 de dezembro, depois de consultado o Conselho Tarifário da ERSE e outras entidades. O regulador que, apesar da “relativa estabilização” do contexto macroeconómico e geopolítico face a 2022 e mesmo a 2023, “mantém-se alguam incerteza, agravada com o recente conflito israelo-palestino, o que dificulta o exercício de previsão”, designadamente da evolução do preço da energia elétricaaté à apresentação da versão final, em dezembro.
Para os mais de 5,5 milhões de famílias que estão já no mercado liberalizado, a evolução dos preços da eletricidade em 2024 é, ainda, uma incógnita, com as empresas a indicarem que estão, ainda, a estudar a atualização tarifária a fazer. Mas a tendência será, também, de agravamento, dado que haverá um aumento das tarifas de acesso às redes, que são pagas por todos os consumidores, quer estejam no mercado regulado ou no liberalizado.
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