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É a primeira vez na década que a floresta representa menos de 30% da área ardida

Ministro do Ambiente diz que a relação dos portugueses com a floresta já está a mudar. Garante um grande investimento na mudança de perfil das plantações, que também passa pela modernização dos viveiros.

Ainda não terminou a época de incêndios, mas até agora, e pela primeira vez na última década, a área florestal representa menos de 30% da área ardida. Quem o diz ao DN é o ministro do Ambiente e da Transição Energética. “Isto é um indicador de que há mais cuidado com a floresta por parte de todos”, afirma João Pedro Matos Fernandes, que garante que o governo está empenhado, sob a sua batuta, a mudar o perfil da paisagem portuguesa para que essa percentagem de área ardida seja ainda menor.

E dá mais uma garantia de que os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência – que têm previstos 615 milhões de euros para essa transformação – não irão parar onde não faz sentido, como aconteceu durante anos. “80% dos apoios para a floresta foram para territórios onde só havia 20% de floresta e isso acabou!” Ou seja, fundos canalizados para o sul do país, quando é a centro e norte que se concentra a maior mancha florestal e não para “onde há pessoas mais vocais a reclamarem esses apoios”.

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