Após pressão do mercado, Bolsonaro busca reaproximação com empresariado - Plataforma Media

Após pressão do mercado, Bolsonaro busca reaproximação com empresariado

Alvo de críticas, presidente terá jantar com empresários em São Paulo nesta quarta-feira (7).

Diante do temor de perder apoio do mercado financeiro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) busca agora uma reaproximação com o empresariado.

Ele terá um jantar com grandes empresários na quarta-feira (7), em São Paulo. O encontro deve ser na casa de Washington Cinel, dono da empresa de segurança Gocil, mesmo local onde, em 22 de março, empresários reuniram-se com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para discutir saídas para a crise da Covid-19.

Dois dias adiante, os parlamentares reuniram-se com Bolsonaro, ministros e com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Fux, para discutir a situação da pandemia no país.

Foi do encontro de 24 de março, no Palácio da Alvorada, que foi lançado o comitê anti-Covid, depois de um ano de pandemia e 300 mil mortes.

Horas depois, naquele mesmo dia, o presidente da Câmara fez um pronunciamento que trouxe de volta o fantasma do impeachment. Lira afirmou que, se não houvesse correção de rumo, a crise poderia resultar em “remédios políticos amargos” a serem usados pelo Congresso, alguns deles fatais.

Na semana seguinte, Bolsonaro promoveu uma dança das cadeiras na Esplanada dos Ministérios e entregou a cabeça do então chanceler Ernesto Araújo, uma das exigências feitas no ultimato dado pelo centrão e pelo mercado.

Os empresários também pressionavam pela demissão de Ricardo Salles (Meio Ambiente), o que não aconteceu até agora.​

De acordo com um dos empresários, o jantar está sendo articulado por auxiliares do presidente e acontecerá em um dia em que Bolsonaro terá agendas de inaugurações e relacionadas à saúde.

Pela manhã, ele vai a Chapecó (SC) com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Bolsonaro compartilhou nesta segunda-feira (5) um vídeo em que o prefeito João Rodrigues (PSD) atribui os baixos índices de internação no município ao “tratamento precoce”, ignorando que a cidade teve medidas mais restritivas que o restante do estado.

Leia mais em Folha de S.Paulo

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