Países de língua portuguesa no "ranking" mundial da disparidade de géneros. Veja as posições - Plataforma Media

Países de língua portuguesa no “ranking” mundial da disparidade de géneros. Veja as posições

Países de Língua Portuguesa

Os países de língua portuguesa e a China figuraram num relatório anual do Fórum Económico Mundial, que analisa e elabora um “ranking” mundial sobre a igualdade entre o homem e a mulher na sociedade de cada país. Destaque para Timor-Leste, que foi considerado pelo Fórum como um dos cinco países que mais evoluíram desde o ano passado. Divulgado esta quarta-feira, o “ranking” conta com a presença de 156 países espalhados pelo mundo.

A Islândia lidera o ‘ranking’ dos países mais paritários pelo 12.º ano consecutivo, seguida pela Finlândia, Noruega, Nova Zelândia e Suécia, indica o relatório anual do Fórum Económico Mundial. No fim da tabela, Síria, Paquistão, Iraque, Iémen e Afeganistão – este último ocupa a 156.ª posição -, apresentam as maiores disparidades entre o homem e a mulher.

Relativamente aos países de língua portuguesa, Portugal é o primeiro a aparecer, classificando-se na 22.ª posição, depois de ter ocupado o 35.º lugar na classificação anterior, feita o ano passado. Moçambique ocupa a 36.º posição, tendo subido 24 lugares.

Na posição 64.º e 68.º encontram-se Timor-Leste e Cabo Verde, respetivamente. Timor-Leste subiu vertiginosamente, ocupando na avaliação anterior a 117.ª posição do “ranking”, enquanto que Cabo Verde desceu 16 lugares.

Na 93.º posição, surge o Brasil, que também regista resultados negativos comparativos com 2020, mas não tão significativos, tendo descido apenas uma posição. Por fim, surge Angola no 119.º com uma descida igual à registada pelo Brasil.

Tal e qual verificou-se com a China, na 107.ª posição, que no ano passado ocupava a 106.ª. posição.

Importante destacar que Timor-Leste, juntamente com Sérvia, Lituânia, Emirados Árabes Unidos e Togo, foram considerados pelo Fórum Económico Mundial como as nações que mais evoluíram na paridade de géneros durante o último ano.

A disparidade de géneros nos 156 países foi analisada através de quatro subíndices, avaliando as nações em termos de participação económica e oportunidade, saúde e sobrevivência, acesso à educação e empoderamento político. Confira em baixo as avaliações feitas ao países de língua portuguesa e China.

Participação económica e oportunidade

Neste índice, Cabo Verde lidera o “ranking” lusófono, ocupando o 29.º lugar, seguido por Portugal (38.º), e Timor-Leste (49.º). Mais atrás ficaram a China (69.º), Brasil (89.º), Moçambique (95.º) e, por último, Angola (102º).

Acesso à Saúde

Entre o homem e a mulher, no que toca à diferença de acesso à saúde nos países de lingua portuguesa, Cabo Verde, Brasil e Moçambique estão no topo da tabela, partilhando a primeira posição com mais 26 países. Asseguir encontra-se Angola (53.º), Timor-Leste (71.º) e Portugal (73.º). Destaque para a China, que ocupa o último lugar da tabela mundial (156º).

Acesso à Educação

Relativamente a este índice, o Brasil distancia-se dos demais, na 37.ª posição do “ranking”. Nos primeiros 100, encontra-se também Portugal (76.º). Asseguir temos China (103.º), Cabo Verde (106.º), Timor-Leste (123º), Moçambique (130º) e, a oito posições do último lugar, Angola (148º).

Empoderamento Político

Na facilidade de acesso das mulheres a obter poder político, temos mais uma vez Moçambique a dar o exemplo à lusofonia, no 13.º posto, seguido de Portugal (26º), Angola (59º), Timor-Leste (62.º), Cabo Verde (99.º), Brasil (108.º) e China (118.º).

Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e Saõ Tomé e Príncipe não figuraram no “ranking” elaborado pelo Fórum Económico Mundial.

Nível global

A nível global, o estudo, que vai na 15.ª edição, destaca a regressão nos direitos das mulheres provocada pela crise sanitária, apontando que serão necessários 135,6 anos antes de chegar à paridade no plano económico, político e na saúde, mais 36 que antes da pandemia. Esta regressão foi verificada também nos países de língua portuguesa.

“A pandemia teve um impacto fundamental sobre a igualdade entre homens e mulheres, tanto no local de trabalho como em casa, fazendo recuar anos de progressos”, disse em comunicado Saadia Zahidi, membro do Comité Executivo do Fórum Económico Mundial.

As repercussões da crise sanitária foram mais graves para as mulheres, as mais atingidas pelo desemprego, em parte por estarem mais representadas em setores ligados ao consumo, entre os mais afetados pelas medidas de confinamento. Os países de língua portuguesa não foram exceção.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a perda de emprego das mulheres atingiu os 5% em 2020, contra 3,9% no caso dos homens, recorda-se no estudo.

A pandemia também agravou “de forma desproporcionada” o número de horas que as mulheres dedicam ao trabalho doméstico, em acumulação com o emprego.

A procura de novo emprego é igualmente mais lenta para as mulheres, com as hipóteses de obterem lugares de direção a reduzir-se ainda mais que antes da pandemia, segundo o estudo, que indica neste caso uma regressão de dois anos em relação aos progressos feitos até aqui.

A publicação da 15.º edição sofreu um atraso, devido à crise sanitária, com os autores do estudo a indicarem que os dados recolhidos em 2021 não refletem inteiramente o impacto da pandemia nas mulheres.

Veja o documento PDF completo, divulgado pelo Fórum Económico Mundial.

Este artigo está disponível em: English

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