As denúncias de expulsões de migrantes da Grécia para a Turquia multiplicaram-se desde março.
Atenas nega essas acusações, mas o envolvimento da Frontex, a agência europeia de vigilância das fronteiras, obriga a UE a reagir com urgência.
A pedido de Ylva Johansson, a comissária Europeia para os Assuntos Internos, a União Europeia reúne na terça-feira o conselho de administração da Frontex de forma extraordinária.
“Uma investigação está em andamento”, disse Chris Borowski, porta-voz da Frontex. A agência europeia é acusada por vários meios de comunicação, incluindo a revista alemã Spiegel, de estar envolvida na devolução de requerentes de asilo.
A Grécia, principal porta de entrada da UE, recebe ajuda da Frontex no Mar Egeu e na fronteira terrestre com a Turquia, país que, no final de fevereiro, impulsionou milhares de migrantes a entrarem na Europa.
Preso pela polícia grega depois de cruzar a fronteira greco-turca em outubro, Hamza, um solicitante de asilo marroquino, disse à AFP que havia sido preso com outros refugiados.
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