Felicidade e sucesso para este ano novo

Donald Trump e o vice-presidente chinês Liu He reuniram-se recentemente no escritório do presidente americano na Casa Branca. Avaliando a reunião e os comunicados oficiais que se seguiram, as negociações comerciais parecem ter sido positivas. O lado chinês afirmou "terem sido feitos progressos", com o lado americano a reconhecer essa evolução, mas a lembrar que "ainda há muito trabalho a ser feito". A Casa Branca salientou ainda a vontade dos dois países em continuarem a estar em contacto para discutir os problemas existentes, e tentar encontrar formas de resolver as divergências.

Um dos principais resultados desta visita de Liu He parece ter sido a proposta para a realização de mais uma cimeira China-EUA, possivelmente em Hainan. Fica apenas a faltar uma decisão por parte da liderança dos dois países. A existência do prazo de negociação até 1 de março é uma preocupação tanto para a China como para os EUA. Este tipo de ultimato é apenas uma técnica de negociação, tal como quando Trump voltou a afirmar que iria subir a taxa sobre importações chinesas de 10 por cento para 25 por cento, ou quando afirmou possuir uma ótima relação com o líder chinês. Tratam-se de estratégias de negociação psicológica. Porém, se ambos os lados não conseguirem chegar a um consenso até lá, será uma situação embaraçosa para os Estados Unidos. Sem um acordo até dia 1 de março, o país terá de continuar as medidas de tarifas e sanções, quando na verdade Trump já não tem interesse em tal, principalmente com todas as críticas às mesmas que surgem nos EUA. Todavia, se não seguir em frente com estas sanções, o país estará a quebrar a sua promessa. Por isso, durante a reunião com Liu He, Trump não rejeitou a possibilidade de adiar este prazo.

A China tem também conhecimento da série de conflitos dentro da Casa Branca que se têm tornado públicos, fazendo com que vários responsáveis americanos queiram assumir um papel importante nestas negociações. Esta é uma grande oportunidade para marcarem uma posição na Casa Branca e, apesar da rigidez e severidade, rapidamente seguirem a vontade de Trump de chegar a um acordo com a China. Assim sendo, Liu He propôs que os líderes de ambos os países, juntamente com os conselheiros de Trump, se reunissem, e se até lá o lado americano apresentar mais exigências, serão todas com o intuito de trazer um melhor resultado às negociações entre Trump e Xi Jinping.

Ainda não foram anunciados planos para uma futura reunião entre os dois líderes, mas em meados de fevereiro uma delegação americana tem uma visita marcada à China. Estamos em época de Ano Novo Chinês, altura em que se deseja felicidade e sucesso, e este sucesso só pode nascer se existir harmonia. Assim, esperamos que representantes da China e dos EUA negoceiem em ambiente amigável e façam todas as preparações necessárias para um encontro harmonioso entre Trump e Xi Jinping.

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