Premium Vinhos portugueses fazem edições comemorativas da efeméride

Duas empresas portuguesas, uma no Alentejo e outra no Douro, lançaram no mercado edições limitadas comemorativas dos 20 anos da Transferência de Administração de Macau de Portugal para a China.

Uma no Alentejo, outra do Douro. A Herdade do Esporão e a Quinta do Vale Meão produziram edições limitadas dos seus vinhos de gama média-alta para comemorar os 20 anos da Transferência de Administração de Macau, ocorrida em 1999.

A Herdade do Esporão agarrou na sua Reserva Tinto de 2017 e "produziu 42900 garrafas de 750ml, 50 garrafas de três litros e 50 garrafas de cinco litros", referiu ao Plataforma Media, por e-mail, a diretora de Relações Públicas da marca alentejana de Reguengos de Monsaraz, Joana Vieira.

O rótulo é da autoria de James Chu, depois do artista de Macau ter arrecadado o primeiro lugar num concurso de gravura lançado pelo importador local do vinho - Great Time Limited - no início de 2019. "Desde o lançamento da primeira safra, em 1985, que a Herdade do Esporão tem vindo a convidar diversos artistas para personalizar os rótulos das suas garrafas Reserva e Private Selection. Até ao momento, 32 artistas portugueses, dois angolanos e um brasileiro participaram desta tradição, à qual se juntou James Chu, nesta edição especial", referiu Joana Vieira.

Recorde-se que, já em 1999, o Esporão Reserva Tinto, então colheita de 1996, foi o vinho servido durante o jantar de gala da entrega de Macau à China.

O Esporão Reserva Tinto de 2017 é um vinho misto com as castas Aragonez, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet.

A beleza numa garrafa de Vale Meão

A outra edição especial, promovida pela Vino Veritas em Macau, veio do Douro, mais propriamente da Quinta do Vale Meão, em Vila Nova de Foz Côa. Ao Plataforma Media, o proprietário da Vino Veritas, Tomás Pimenta, fala de "uma edição muito competente", feita de forma "bastante profissional".

O Monte Meão Tinto de 2017 - Vinha Casa das Máquinas foi a safra escolhida para as 1999 garrafas exclusivas desta edição, muito mais limitada que a emissão do Esporão. O processo decorreu durante todo o ano de 2019 e foi feito "cá e lá", em Portugal e em Macau, com sommelier de renome internacional à mistura, que pediu anonimato.

"Vieram para Macau quatro lotes. Com a ajuda desse sommelier escolhemos um dos lotes, por causa da madeira estar mais bem integrada e o vinho apresentar um caráter mais elegante e redondo", explicou Patrícia Antunes, diretora de Vendas e Marketing da Vino Veritas.

O colorido rótulo da edição é da autoria do artista russo Konstantin Bessmertny, há muitos anos radicado em Macau. Trata-se de uma "pintura inédita que não deixa qualquer um indiferente". "Colaborámos com o pintor e pedimos para fazer esta pintura de propósito", referiu Patrícia Antunes.

Esta edição "especialíssima" tem vários pontos de contacto com Macau e com o ano de 1999. "As primeiras colheitas foram lançadas em 1999, onde forma produzidos dois vinhos em modelo bordalês, o vinho da Quinta do Vale Meão e o Meandro. Estes vinhos alcançaram grande sucesso e reputação a nível internacional. No mesmo ano, no dia 20 de Dezembro, Macau celebra a constituição da RAEM. Até 1999, ambos, tanto a Quinta do Vale Meão como Macau passaram por momentos bastante significativos. Por esse motivo, a Vino Veritas, selecionou os vinhos da Quinta de Vale Meão", explicou Patrícia Antunes.

"Mas como foi a D. Antónia Adelaide Ferreira que criou o Monte Meão, o Olazabal decidiu que esse vinho seria o mais indicado para esta edição, fazendo uma homenagem à sua trisavó", complementou Tomás Pimenta.

O Monte Meão Tinto de 2017 - Vinha Casa das Máquinas é, igualmente, um misto com quatro castas famosas da região do Douro: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz.

Contrariamente ao Esporão, que está à venda nos diversos supermercados de Macau, a edição do Monte Meão foi idealizada mais para servir de presente, não podendo ser adquirida. "Como a emissão é muito pequena, optámos por fazer assim. Empresas como o Banco Nacional Ultramarino, o Wynn, o MGM, entre outras foram adquirindo as garrafas existentes para oferecerem aos seus clientes VIP", explicou Tomás Pimenta.

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