Queixas sobre escravatura em processos empoeirados

Quando a historiadora brasileira Mariana Cândido chegou a Benguela, em 2003, com o apoio da então directora do Arquivo Nacional de Angola Rosa Cruz e Silva, esperava encontrar um verdadeiro arquivo no Tribunal da Comarca de Benguela.

A preparar a sua tese de doutoramento, que abordaria o impacto da Escravatura e do Tráfico de Escravos naquele que foi um dos maiores portos fornecedores do Brasil, Mariana encontrou apenas um depósito, no qual repousavam inacessíveis e empoeirados processos-crime, cíveis, testamentos, inventários, entre outros, que abrangem o período que vai do século XIX ao início do XX. A historiadora notou a importância daquele acervo judiciário, mas inacessível, e lamentou não poder tirar proveito para o trabalho que viria a concluir em 2006.

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