Polícia descobre rede de contrabando entre Angola e RD Congo

Polícia descobre rede de contrabando entre Angola e RD Congo

O Serviço de Investigação Criminal (SIC), na província angolana do Zaire, denunciou esta quarta-feira, em um esquema de contrabando de combustível que envolve alguns proprietários de Mbanza Kongo.

O esquema de contrabando de combustível entre Angola e a RD Congo passa pela venda de enormes quantidades de gasolina e gasóleo em bidões de 20 a 250 litros por parte dos proprietários dos postos de combustível a contrabandistas que atravessam a fronteira para o país vizinho.

Para o superintendente Samuel Malulu, a existência de 22 bombas e combustível ao longo de um troço rodoviário de 60 quilómetros junto ao posto fronteiriço do Luvo só é justificada pela prática deste esquema, uma vez que, assegurou, segundo a Angop, uma vez que o movimento rodoviário não o justifica.

Na opinião do diretor provincial adjunto do SIC, "uma única empresa licenciada para a venda destes derivados do petróleo chega a receber, semanalmente, oito a doze camiões cisterna de 35 mil litros, perfazendo um total de 280 a 420 mil litros".

O responsável sublinhou que os comerciantes adquirem os combustíveis a outros concessionários em Luanda, com a emissão de faturas e guias de entrega ilegais.

Num encontro com alguns revendedores, Samuel Malulu apelou aos proprietários dos postos de abastecimento para abandonarem este esquema, sublinhando o facto de poderem vir a ser responsabilizados criminalmente.

Um argumento que, segundo a Angop, não terá sido bem acolhido pelos proprietários que alegam não ser sua responsabilidade controlar o destino que os seus clientes dão aos combustível.

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