Oportunidades de negócio à mesa

Grande Baía foi apresentada como mar de oportunidades para empresários em Vila Nova de Gaia.

O cenário era particularmente auspicioso. O salão nobre do Quartel da Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, acolheu um jantar-debate em torno das "Oportunidades de Cooperação com o Espaço Económico de Língua Portuguesa no âmbito da Grande Baía". Perante uma plateia composta maioritariamente por empresários e jornalistas, a abertura coube a Lang Guohua, administrador do grupo de Media do Southern Daily - o maior jornal da província de Guangdong - que fez uma apresentação dos traços principais do plano de desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, com enfoque nas potencialidades de cooperação com Portugal e o espaço lusófono, não esquecendo o papel central desempenhado por Macau. "Devido aos laços únicos que nos ligam, existe uma fundação sólida para a cooperação entre a Grande Baía GuangdongHong Kong-Macau e os países de língua portuguesa. As perspetivas de complementaridade e benefícios mútuos são amplas. A província de Guangdong tem promovido este relacionamento ativamente não apenas ao nível comercial e de investimento mas também no campo da economia do mar", afirmou Lang.

Paulo Rego, administrador do Plataforma Macau, destacou a dinâmica de abertura do Delta do Rio das Pérolas como motor da modernização da China e os novos caminhos abertos pelo plano da Grande Baía, desafiando os presentes a ter visão e ambição. "já deu um primeiro passo", sublinhou, ao lançar o suplemento Plataforma Grande Baía dedicado à informação económica da região que engloba as nove cidades mais desenvolvidas da província de Guangdong e as duas regiões administrativas especiais. No jantar-debate houve espaço também para dois casos de empresas com presença no mercado da China continental, particularmente na Grande Baía. José João Guilherme, administrador da Caixa Geral de Depósitos e Presidente do Banco Nacional Ultramarino (BNU), salientou a importância estratégica da abertura de uma agência na Zona de Comércio Livre de Hengqin.

O outro caso é a história de sucesso da Super Bock na China pela voz do diretor do grupo para a Ásia, João Torres Martins. O mercado chinês tornou-se central para a cervejeira portuguesa, representando já 40 por cento do total das exportações da Super Bock. Ainda este ano, o grupo elevou a aposta com a introdução de uma nova cerveja, a 1927 Crystal Wheat Beer, criada em exclusivo para o consumidor chinês.

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