ONU revela que 890 pessoas morreram em confrontos étnicos em dezembro

Supporters of Congolese joint opposition Presidential candidate Martin Fayulu, gesture as they protest

Supporters of Congolese joint opposition Presidential candidate Martin Fayulu, gesture as they protest over their exclusion from the presidential election in Beni, Democratic Republic of Congo December 27, 2018. REUTERS/Samuel Mambo

Pelo menos 890 pessoas morreram entre 16 e 18 de dezembro em quatro localidades no oeste da República Democrática do Congo devido à violência entre etnias rivais

De acordo com um comunicado do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, os atos de violência registaram-se naquele período em quatro comunidades de Yumbi, na província de Mai-Ndombe.

"É crucial que toda esta violência seja objeto de um inquérito aprofundado e rápido para que os seus autores sejam levados à justiça", apelou, no mesmo comunicado, a Alta-Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, ex-Presidente chilena.

O Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) reconheceu, na altura, meia centena de mortos após os confrontos entre as etnias Batende e Banunu, na província de Mai-Ndombe.

Os confrontos entre as duas etnias levaram ainda a um fluxo de refugiados para a vizinha República do Congo, disse a 18 de dezembro o governador da província de Mai-Ndombe, Gentiny Ngobila.

A província de Mai-Ndombe, situada nas margens do rio Congo, que é partilhado pela RDCongo e a República do Congo, é habituada por comunidades de pescadores e agricultores.

"Esta violência não está ligada à campanha eleitoral em curso no país. Trata-se de um conflito entre duas comunidades", sublinhou o mesmo responsável, quando, na altura faltavam poucos dias para eleições gerais no país, que aconteceram a 30 de dezembro.

Em três dias, mais de quatro mil refugiados, incluindo feridos, atravessaram o rio Congo, fugindo da violência, indicaram as autoridades da República do Congo.

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