Nyusi defende ação conjunta contra "raízes do terrorismo" em África

epa07786061 Mozambican President Filipe Nyusi   attends a signing ceremony following his  talks with

epa07786061 Mozambican President Filipe Nyusi attends a signing ceremony following his talks with Russian President Vladimir Putin (not pictured) in the Kremlin in Moscow, Russia, 22 August 2019. Filipe Nyusi is on official visit to Russia. EPA/ALEXEY NIKOLSKY / SPUTNIK / KREMLIN POOL / POOL MANDATORY CREDIT

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O chefe de Estado moçambicano condenou o ataque de 1 de novembro contra as forças armadas do Mali, que causou pelo menos 54 mortos e exortou à união contra o terror

"Estas ações impelem-nos a juntarmo-nos numa missão conjunta e coordenada para erradicar não apenas as manifestações, mas também, as raízes e os mandantes morais e materiais destes crimes hediondos que tendem a alastrar-se em África", refere o chefe de Estado moçambicano, citado num documento da Presidência da República distribuído hoje à imprensa.

O grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque de 1 de novembro a uma base militar no norte do Mali e que provocou a morte a 54 pessoas, incluindo 53 soldados e um civil.

O atentado surgiu uma semana depois da morte do chefe do EI, Abu Bakr Al-Baghdadi, morto durante um ataque militar norte-americano na Síria.

Para Filipe Nyusi, os ataques terroristas estão a gerar um clima de instabilidade, ingovernabilidade e insegurança , atentando contra os "sonhos de progresso e bem-estar".

"Permita-me, pois, endereçar, em nome do povo, do Governo da República de Moçambique e no meu próprio, as nossas mais as sentidas condolências ao povo e Governo do Mali e, de forma particular, as famílias dos soldados perecidos", concluiu o chefe de Estado moçambicano.

O Mali é alvo de ataques terroristas desde 2012, na sequência de um golpe de Estado que deixou o controlo do norte do país nas mãos de grupos rebeldes tuaregues, apoiados por células terroristas.

Em 2013, a ação dos 'jihadistas' foi limitada por uma intervenção militar internacional liderada pela França, mas grandes áreas do Mali, especialmente no norte e no centro, escapam ao controlo do Estado, beneficiando grupos terroristas.

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