Já há tecnologia para combater os danos dos derrames de petróleo

Esse progresso foi explicado por Vítor Vasconcelos, presidente do CIMAR - Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto

"Estamos a desenvolver tecnologia para combater as contaminações ambientais resultantes de derrames de petróleo. Vamos buscar ao mar a resposta e isolar bactérias da zona costeira, de norte a sul, e quando há um derrame de petróleo podemos cultivar rapidamente essas bactérias em laboratório e ionoculá-las através de drones ou veículos submarinos onde está esse petróleo", explicou o presidente do CIMAR na sua intervenção nas Conferências Plataforma Azul, em Vila Nova de Gaia.

O centro de investigação está também a desenvolver um amostrador "que não só nos dá os parâmetros químicos da água mas também amostras de DNA, ou seja, podemos ver os microorganismos que estão no mar".

O trabalho científico sobre o mar pode ser aplicado na alimentação e nos biocombustíveis. "Temos trabalhado com colegas da Noruega na produção de macroalgas que podem ser usadas na alimentação, no sushi por exemplo, e que são usadas também nos biocombustíveis. Isso só pode ser feito com programas mobilizadores".

Novas oportunidades que se baseiam muito nos "centros de investigação de excelência". "Se juntarmos os investigadores doutorados em centros de investigação que não são do Estado temos mais de 700 pessoas doutoradas. No total dá mais de 1500 pessoas a trabalhar no mar. Se juntarmos esforços vamos ter capacidades para nos situarmos ao nível do melhor que se faz a nível mundial", concluiu Vítor Vasconcelos.

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