Robôs nos cafés e o Tejo como sala de estar: como vai ser Lisboa do futuro

Esqueçamos os filmes. Daqui a 46 anos Lisboa terá veículos autónomos (aviões incluídos), uma gestão de tráfego inteligente, robôs nos cafés e nas repartições públicas, humanos com hortas e dedicados a atividades criativas. E o Tejo pode ser uma sala de estar ou uma autoestrada para veículos autónomos.

Lisboa, 2018.

Cruzamento da Avenida da República com a avenida João XXI. O trânsito desespera. O sinal fica verde, os carros avançam e um atravessa-se à frente do táxi. A motorista faz uma travagem brusca - talvez demasiado brusca. Falávamos de como aquele táxi, elétrico, novinho, é silencioso e eis que estacamos a menos de um palmo de um Mercedes indeciso. Conversa puxa conversa. «Sabe que esta caixa aqui tem uma câmara? [não sabia]. Sei que ele [o carro] está sempre a ler informação. Os sinais de trânsito, por exemplo - e depois dá-me aqui no painel a velocidade máxima. Ou a distância do carro da frente. Se eu me aproximo muito, tem um sistema de travagem. Às vezes os clientes até pensam que eu não sei travar, mas não sou eu [voilá!]. Olhe, isto qualquer dia conduz sozinho e eu vou de braços cruzados.»

É verdade. Aquela condutora de táxi não sabe, mas em breve a sua profissão vai desaparecer. E o trânsito também. Na realidade, a cidade como a conhecemos vai mudar muito. Ora leia... Embarque numa viagem ao futuro.

Leia mais em Diário de Notícias.

Relacionadas

Exclusivos