Professores ameaçam parar exames e bloquear arranque do próximo ano

Professores marcaram uma manifestação para dia 23 e vão discutir a realização de outra.

Professores vão votar greves às reuniões de preparação do próximo ano letivo, que acontecem em vésperas de legislativas.

A contestação que deve marcar o final deste ano letivo ameaça arrastar-se até ao início do próximo. Numa altura em que o cenário de as escolas viverem um terceiro período "conturbado" parece cada vez mais real, circula já na internet o questionário a que os professores vão responder neste mês sobre as ações de luta que querem realizar para exigir a devolução do tempo de serviço congelado. E além das já anunciadas greves às aulas dos anos finais de ciclo, a plataforma sindical vai colocar a votação paralisações em dias de exames nacionais, mas também o bloqueio das reuniões de preparação do próximo ano letivo, em vésperas de eleições.

Entre as hipóteses a discussão estará uma greve "coincidente com dias de exame do ensino secundário e provas finais de 9.º ano". Um protesto sempre com grande impacto na opinião pública, que uma alteração à Lei Geral do Trabalho em 2014 - durante o governo de Passos Coelho - tentou precaver, passando a prever a fixação de serviços mínimos na educação "no que concerne à realização de avaliações finais, de exames ou provas de carácter nacional que tenham de se realizar na mesma data em todo o território nacional".

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