Portugueses regressados ajudam a recuperar população ativa

Número de disponíveis para o mercado de trabalho voltou a subir em 2017. Entrada de estrangeiros, e de muitos portugueses, garantiu crescimento.

A população ativa tem sido uma espécie de saco sem fundo desde 2010. Há perdas para a emigração e saída de estrangeiros que antes escolheram o país para trabalhar, mesmo que as novas gerações - em cada vez menor número e cada vez mais tarde - continuem a chegar ao mercado de trabalho. Mas, desde há dois anos que o universo dos que estão disponíveis para trabalhar cresce em vez de regredir. A quebra na tendência acontece por efeito de uma recuperação da imigração, onde afinal contam, e muito, os próprios portugueses.

Em 2017, primeiro ano do retorno a terreno positivo dos capazes de trabalhar, a subida foi de 0,8%, depois de se ter registado alguma redução nas saídas do país, e de se acentuar a recuperação nas entradas, com mais de 36 mil indivíduos a escolherem passar a viver em Portugal. Destes, mais de metade eram portugueses, de acordo com os dados apresentados ontem pelo Banco de Portugal numa análise do impacto das mudanças demográficas na oferta de mão-de-obra no país.

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