Premium Pedrógão: reconstrução de casas ardidas faz 43 arguidos

Reconstrução de casas ardidas faz 43 arguidos

Em causa estão suspeitas de desvio de apoios destinados a recuperar primeiras habitações que terão sido usados em casas devolutas ou por pessoas que mudaram o domicílio fiscal.

Os donativos de pessoas, empresas e instituições permitiram reconstruir, até março deste ano, 219 das 259 casas de primeira habitação danificadas pelos fogos de há dois anos em Pedrógão Grande. Mas, até este mês, também já tinham sido constituídos 43 arguidos no inquérito instaurado, precisamente, para apurar se aqueles donativos beneficiaram, indevidamente, casas que não eram de primeira habitação.

Esta investigação nasceu em 2018, por força de denúncias, nomeadamente, de Victor Reis, ex-presidente Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, que foi afastado da reconstrução das casas de Pedrógão. Victor Reis, natural desta zona do país, reportou 46 situações de financiamento indevido. São disso exemplo, alegadamente, casos em que as pessoas terão mudado o domicílio fiscal após os fogos para poderem candidatar obras em casas de férias, ou que estavam devolutas, a fundos solidários destinados a reabilitar primeiras habitações.

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