"Queremos mostrar outros destinos à volta de Macau"

Maria Helena de Senna Fernandes, diretora dos Serviços de Turismo de Macau, diz que a Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) está apostada em atrair os operadores turísticos portugueses para "outros destinos à volta de Macau" aproveitando o projeto da Grande Baía. Macau como destino internacional convidado da BTL, nos 20 anos do aniversário do estabelecimento da RAEM, é a maior operação de promoção de sempre da região chinesa em Portugal. "Temos uma média de 15 mil visitantes portugueses por ano. Vamos aproveitar a boa relação com os operadores portugueses para ter mais"

O destaque de Macau na BTL este ano é uma oportunidade para reforçar a presença dos operadores turísticos portugueses na região?

Sempre tivemos uma boa relação com os operadores turísticos portugueses e já há muitos anos que marcamos a nossa presença na BTL. Mas este ano, especialmente, estamos a celebrar o 20º aniversário do estabelecimento da RAEM e temos esta oportunidade de ser o destino internacional convidado da BTL. Vamos aproveitar esta oportunidade para promover Macau em grande em Portugal.

Éa maior operação turística de sempre de Macau em Portugal?

Já realizámos grandes ações em Portugal antes mas desta vez estamos a trazer elementos diferentes. Além da nossa presença na BTL somos em 2019 o destino preferido da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT). A partir daí estamos a tentar criar uma relação mais estreita com os operadores portugueses. À BTL trazemos, desta vez, outros elementos como um número de Kung Fu, que tem uma interligação com poemas em chinês. E temos um vídeomapping na Praça do Comércio para mostrar Macau aos cidadãos portugueses.

Macau está apostado em criar um turismo multidestinos. Já houve articulação com o Turismo de Portugal nesse sentido?

Sim. Foi anunciado o plano da região Grande Baía (Hong Kong, Macau e nove cidades chinesas da província de Guangdong com 70 milhões de habitantes) e esta é uma possibilidade para chamar mais atenção para a região. Se juntarmos os esforços com os parceiros da zona podemos introduzir aos visitantes portugueses uma novidade: para além de Macau podem visitar também os destinos à volta da região. Temos uma média anual de 15 mil visitantes portugueses. Vamos aproveitar a boa operação com os operadores para ter mais.

Há novos destinos à volta de Macau com potencial?

Com o projeto da Grande Baía, estamos a descobrir novos sítios. Recentemente estive com a nossa equipa de turismo e alguns operadores de Macau a visitar as ilhas que pertencem a Zhuhai (cidade chinesa que faz fronteira com Macau e que é Zona Económica Especial). Aproveitámos para saber quais são as ofertas turísticas lá porque podemos vir a integrar as ilhas de Zhuhai nas rotas turísticas de Macau.

A RAEM teve quase 36 milhões de turistas em 2018, numa subida de quase 10%. O que contribuiu?

O turismo tem sempre a ver com a economia. E uma economia estável ajudaa que as pessoas venham mais a Macau. Além disso, o ano passado estivemos a promover Macau em grande com o Ano da Gastronomia. Quase no fim do ano tivemos também a abertura da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau que salvo erro é a maior ponte do mundo e também traz mais turistas.

Os chineses ainda são o principal grupo de visitantes em Macau?

Ninguém vai substituir os chineses, apesar de estarmos a trabalhar para atrair outros visitantesa Macau. O ano passado tivemos mais de 20 milhões de visitantes do interior da China. Temos quase 7 milhões de Hong Kong, 1 milhão de Taiwan, mais de 800.000 da Coreia, e 300.000 japoneses por ano.

O turismo de Macau é mais do que o jogo?

Sem dúvida. Apostamos agora em convenções e exposições na área da medicina tradicional chinesa, na área de lazer e turismo. E daqui para a frente vamos ainda encontrar mais indústrias. Não podemos apostar apenas no setor do jogo, que é o mais importante.

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