Premium Metade dos casos de corrupção tem origem em autarquias

Joaquim Couto, ex-presidente da câmara de Santo Tirso, foi detido na semana passada, suspeito de corrupção

O Conselho de Prevenção da Corrupção analisou em 2018 um total de 604 casos relacionados com esta criminalidade: 48% ocorreram em autarquias, o que representa a maior percentagem de sempre.

Dois presidentes de câmara, Santo Tirso e Barcelos, detidos, no final de maio, por suspeitas de corrupção, foram a mais recente face visível de um aparente crescendo desta criminalidade nas autarquias nacionais. O último relatório do Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) indica que recebeu e analisou em 2018 um total de 604 casos de corrupção e crimes relacionados, como peculato, abuso de poder ou participação económica em negócio.

Destes processos - decisões judiciais de abertura de inquéritos, arquivamentos, acusações e condenações -, 48% (num total de 288) estão relacionados com autarquias, a maioria provenientes de câmaras municipais (223), seguidos de juntas de freguesia (56) e de empresas municipais (nove)Trata-se da maior percentagem de sempre que chegou ao CPC, a culminar quatro anos em que os casos reportados relacionados com os municípios têm estado a subir: 32,9% em 2015, 35% em 2016 e 44,6% em 2017.

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