'Me sinto culpado, não quero ser o único', diz paciente curado do HIV

Timothy Ray Brown

Após transplante de medula óssea, ativista deixou de carregar o vírus há 12 anos; outro paciente está em remissão há 19 meses.

Há 12 anos ele se tornou o "paciente de Berlim", a primeira pessoa do mundo curada do vírus HIV após passar por um transplante de medula óssea para tratar de uma leucemia. As células vieram de um doador que possuía um gene hereditário pouco comum, associado à redução do risco de contrair o HIV.

Em 2010, o americano Timothy Ray Brown, 53, revelou sua identidade ao mundo e desde então se tornou um ativista da causa, não só doando suas células para pesquisas clínicas como também se dedicando a ajudar grupos de pacientes que vivem com HIV e de pessoas que perderam entes queridos para a Aids. Ele conta que, às vezes, ainda se sente culpado. "Não só sobrevivi ao HIV como estou curado, enquanto muitas pessoas já morreram. Não quero ser o único curado", disse ele, em entrevista à Folha na última quinta (11), um dia antes de palestrar em evento médico sobre o HIV, em São Paulo.

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