Macau é a porta da Grande Baía para o mundo lusófono

"Macau é a porta asiática para a lusofonia e a porta da Grande Baía para o mundo lusófono". Este duplo conceito foi reafirmado esta sexta-feira por Manuel Manaças Ferreira, em representação o secretário do Governo de Macau para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, na abertura da conferência do 5.º aniversário do semanário PLATAFORMA.

Além de assinalar o aniversário, o encontro serviu para a apresentação de três novas marcas PLATAFORMA - Grande Baía, Azul e Sabores -, integrando ainda quatro sessões de debate, duas dedicadas ao tema "Grande Baía: Desafios e oportunidades" (hoje) e "Economia Azul e Uma Faixa, Uma Rota: Uma visão sustentável" (amanhã, sábado).

Para o responsável, "o desígnio definido" por Pequim para Macau de "servir de plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP), concretiza-se mais facilmente se for usada a língua como facilitadora e promotora da aproximação entre os diversos países e culturas".

Manuel Manaças lembrou que o Governo loca, além de assegurar a língua portuguesa em oito escolas oficiais do território, "fornece apoio financeiro ou de professores de português às escolas particulares que desejem ensinar a língua"

Deixou ainda alguns números que revelam a importância que as autoridades locais dão ao ensino do português: "A título de exemplo, desde 1999 [transferência do exercício da soberania de Macau de Portugal para a República Popular da China] o número de escolas onde o português é ensinado cresceu 61 por cento e o número de docentes 65 por cento".

Desde aquele ano, ao nível do ensino superior, "o número de alunos que estudam português ou em português cresceu 356 por cento e o número de docentes subiu 254 por cento".

A vice-presidente do Instituto Politécnico de Macau, Vivian Lei Ngan Lin, falou também na importância das línguas - o português e o chinês - no âmbito do processo de aprofundamento do papel de Macau enquanto plataforma entre a China e os PLP, considerando que a instituição tem todas as condições para se assumir como um espaço público "de excelência, contribuindo para o desenvolvimento do ensino superior na área da Grande Baía".

Numa mensagem dirigida à conferência, o presidente do Governo da Região Autónoma dos Açores, Portugal, Vasco Cordeiro, associou-se às preocupações ligadas à sustentabilidade dos oceanos.

Lembrou que o mar dos Açores, com cerca de um milhão de quilómetros quadrados, faz do arquipélago uma das grandes áreas marítimas da Europa e que a sustentabilidade é um valor que deve ser visto e tratado como um ativo.

Para o responsável, abordar o tema da sustentabilidade e da economia azul é uma forma de contribuir para "alertar a comunidade global para a importância dos oceanos" e de cuidar de um património que que é também das "gerações futuras".

Já o presidente da Câmara Municipal de Gaia, Portugal, e da Área Metropolitana do Porto (AMP), Eduardo Vítor Rodrigues, falou da importância do reforço dos laços históricos que existem entre Portugal, Macau e a China.

"Essas relações serão mais duradouras na economia, se estiverem ancoradas nas relações culturais e sociais", disse, elogiando o empresário de Macau Kevin Ho e o seu "contributo para a aproximação entre os dois povos e as duas regiões".

O autarca disse olhar para o território como "uma ponte entre a AMP, Gaia e Macau", ancorada numa "relação histórica duradoura" que quer perpetuar.

O publisher do PLATAFORMA, Paulo Rego, destacou que o jornal PLATAFORMA cumpre o 5.º aniversário com cinco projetos no terreno.

Para o responsável, o PLATAFORMA tem sabido "interpretar Macau", primeiro na sua relação "com a lusofonia", agora "focado na Grande Baía".

Anunciou que entre os próximos passos da marca está a exportação para outras geografias das conferências PLATAFORMA, realizando-se a próxima em Gaia, previsivelmente em setembro, e Açores, em dezembro.

Por sua vez, o empresário Kevin Ho reafirmou a importância do papel de Macau enquanto ponte entre a China a os Países de Língua Portuguesa, destacando a relação com Portugal que quer "mais profunda no futuro".

Para o empresário, o futuro passa pelo desenvolvimento da cooperação entre a China e os PLP, cabendo a Macau o papel de aprofundar essa relação no âmbito da participação no projeto da Grande Baía.

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