Guterres está em Moçambique, quatro meses após a devastação dos ciclones

O secretário-geral da ONU chegou ao início desta tarde de quinta-feira, 11 de julho, quatro meses após o primeiro desastre natural. António Guterres terá um encontro com o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, e receberá a análise das agências presentes no terreno, estando prevista a visita a algumas das áreas afetadas.

Segundo as Nações Unidas, o ciclone Idai afetou 1,85 milhão de pessoas nas províncias de Inhambane, a sul, e áreas centrais de Manica, Tete, Zambézia e Sofala. Na cidade da Beira, 90% de todas as infraestruturas foram destruídas. Seis semanas mais tarde, a cerca de 1,5 mil quilómetros a Norte, o ciclone Kenneth atingiu as províncias de Cabo Delgado e Nampula afetando mais de 400 mil pessoas.

Um coordenador da ONU no terreno chegou a descrever uma zona inundada, do tamanho do Luxemburgo, como "um oceano dentro do continente."

No mês passado, o país acolheu uma conferência de doadores para angariar os 3,2 mil milhões de dólares necessários para a reconstrução. Os representantes internacionais prometeram 1,2 mil milhões.

Nessa altura, Guterres disse que "este é o momento de traduzir em gestos concretos a solidariedade com um país afetado por uma das piores catástrofes relacionadas com o clima na história de África". Acrescentando que o desastre "também nos adverte sobre a urgência de combater as alterações climáticas."

Amanhã de manhã, Guterres ruma até à Beira, onde visitará as áreas afetadas pelo ciclone Idai, estando previstos encontros com o governador da província de Sofala, Alberto Mondlane, com equipa de ajuda humanitária das Nações Unidas e com o presidente do Conselho Municipal da Cidade da Beira.

O secretário-geral da ONU vai visitar a escola 25 de Junho (bairro da Munhava), o centro de reassentamento de Mandruzi (distrito de Dondo) e as instalações da UNICEF e do Programa Mundial Alimentar (PMA).

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