Governo português demora dois anos a aprovar Escola Portuguesa no Brasil

O momento em que as entidades de Portugal e Brasil assinaram os termos da instalação da Escola Portuguesa em São Paulo, no dia 11 de junho de 2017

O Governo português aprovou hoje, em reunião do conselho de ministros, aprovou hoje, formalmente, a criação da Escola Portuguesa na cidade brasileira de São Paulo. A concretização de um projeto assinado entre os dois países em junho de 2017.

Segundo o comunicado do conselho de ministros, a "Escola Portuguesa de São Paulo, de currículo português, integra-se numa nova geração de escolas públicas portuguesas no estrangeiro, caracterizadas por uma ampla autonomia administrativa, financeira e pedagógica e dispondo da possibilidade de adequação da oferta formativa às exigências de cada contexto".

Contudo, esta é uma iniciativa que já leva dois anos desde a primeira formalização entre Portugal e Brasil. No dia 11 de junho de 2017, foi assinado pelo então Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Educação de Portugal, Tiago Brandão Rodrigues, o protocolo para a cedência das instalações do futuro espaço da Escola Portuguesa de São Paulo, a primeira escola de currículo português no Brasil. A entrada em funcionamento da escola estava prevista para o ano letivo de 2018/2019.

Na assinatura deste acordo ficou estabelecida a cedência de um terreno ao governo português para a instalação da escola. Contudo, quase dois anos depois, o mesmo espaço continua sem qualquer tipo de intervenção que possa adivinhar a presença de crianças e professores.

Ainda no princípio deste ano, uma reportagem publicada pelo Estadão relatava que "a escola segue fechada, com mato alto e sem movimentação de pessoas em seu interior. No entorno, moradores ouvidos pelo Estado nem sequer sabiam que o terreno é de responsabilidade do governo de Portugal desde junho de 2017, com validade de 20 anos".

A mesma reportagem especificava que "o imóvel fica no número 257 da Rua Doutor Paulo Vieira e já foi sede da Diretora de Ensino Centro-Oeste, deslocada para os Campos Elísios , na região central. Na época, o governo português afirmou que a abertura ocorreria no ano letivo 2018/2019, mas hoje não há novo prazo estimado.

Contudo, o Governo português no anúncio que hoje realizou não indica qualquer data para o arranque da escola, preferindo sublinhar que "a criação da escola concretiza a aposta no aprofundamento dos laços de amizade e cooperação que unem os povos que têm como língua comum o português". Acrescentando que a futura escola será uma instituição de ensino com dupla certificação curricular, dotada ainda de um Centro de Língua Portuguesa e de um núcleo de formação para professores.

Acrescente-se que a rede de escolas portuguesas integra Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Timor-Leste e RAE Macau.

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