Catarina morreu mas ainda tinha uma maratona para enfrentar

Canoísta, com vários títulos nos escalões jovens, entrou em morte cerebral a seguir ao Natal. Estava grávida de 12 semanas. Médicos mantiveram-na viva. Bebé, prematuro extremo, vai nascer nesta semana, no Porto.

Catarina Sequeira "tinha brio. Ou fazia a sério ou então não valia a pena". Quando era pequena, "sonhava ser uma atleta de velocidade na canoagem". Mas o "peso e as medidas" do seu corpo franzino, apesar de alguns primeiros resultados promissores, "não davam" para ser competitiva. Por isso, reconverteu-se à disciplina de maratona, "remando 30 quilómetros por prova", acabando a representar Portugal em europeus e mundiais da modalidade, recorda José Cunha, treinador que a acompanhou durante toda a carreira, primeiro no Clube Náutico de Crestuma (CNC) e depois no Douro Canoa Clube - do qual foi fundadora, com outros canoístas, e para o qual ajudou a convencê-lo a mudar-se.

Afastou-se da competição em 2014, quando a vida profissional começou a impedi-la de repetir os resultados a que se tinha habituado: 41 medalhas, 17 delas de ouro, em várias categorias, dos infantis aos seniores."Ela queria o alto nível, não pretendia a mediocridade" Nos últimos anos, pouco souberam da antiga atleta. E foi através de um irmão gémeo, do qual era "muito próxima", que chegou a notícia que deixou todos perplexos no Douro Canoa Clube.

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