Idai: CPLP defende ajuda sustentada e pensada numa perspetiva a médio prazo

O secretário-executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles

O secretário-executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles

  |  Mário Cruz-Lusa

O secretário-executivo da CPLP considerou nesta sexta-feira que a ajuda desta organização a Moçambique, atingido pelo ciclone Idai, que conta com um fundo de 1,5 milhões de euros, deve ser sustentada e pensada numa "perspetiva a médio prazo".

Francisco Ribeiro Telles falava aos jornalistas no final da XI reunião de ministros da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com o lema "As Pessoas, a Cultura, os Oceanos", que decorreu na Praia, capital de Cabo Verde, país que atualmente tem a presidência rotativa da CPLP.

O fundo de emergência da CPLP para apoiar a população de Moçambique afetada pelo ciclone Idai conta com 1,5 milhões de euros e continua aberto a contribuições de mais Estados-membros e organizações, segundo o diplomata.

"[A] perspetiva é de não pensarmos apenas numa ajuda imediata, mas de uma forma estruturada e sustentada um apoio da CPLP a Moçambique", afirmou.

"A CPLP tem à volta de 80 observadores consultivos, em diferentes áreas. Temos organizações que já cobrem esse objetivo. Agora, é pô-las a falar umas com as outras, a desenvolver projetos em comum para ajudar Moçambique, numa perspetiva a médio prazo", declarou.

Para Francisco Ribeiro Telles, o fundo lançado há duas semanas já tem "uma dimensão significativa, mas continua aberto".

"Vamos cada vez mais encetar esforços para que esse fundo venha a ser uma boa realidade", disse.

O secretário-executivo da CPLP revelou que a comunidade desenvolveu, paralelamente, "atividades ao nível das suas comissões temáticas, nomeadamente ao nível da saúde e do ambiente e das cidades".

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué em 14 de março.

Em Moçambique, o ciclone fez 602 mortos e 1.641 feridos e afetou mais de 1,5 milhões de pessoas, segundo o mais recente balanço.

Fazem parte da CPLP, além de Cabo Verde, Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e Timor-Leste.

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