Premium Há 150 anos, nascia um império de cortiça numa pequena oficina do norte do país

Família Amorim

Família Amorim

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Há duas décadas, a família Amorim ficou de frente com um dilema: cedia ao mercado crescente do plástico ou assumia-se ainda mais através da cortiça. Desde então que a palavra sustentabilidade se tornou uma imagem de marca da maior corticeira nacional e mundial. Já lá vão 150 anos de existência.

A perna direita não tem descanso. T-tum, t-tum, t-tum, t-tum. Para cima e para baixo, demorando mais lá no chão. Cada pisadela é um pedal que se mexe, um berbequim que perfura e uma prancha espessa de cortiça em buracos. O que resta dela são os primeiros moldes do que chegará ao topo de inúmeras garrafas de vinho ou whisky espalhadas pelo mundo: a famosa rolha de cortiça. O processo repete-se, homem por homem, dispostos em fila, neste armazém de Santa Maria de Lamas. O mesmo lugar onde nasceu em 1908 a primeira unidade industrial da Corticeira Amorim, o maior produtor de cortiça nacional e mundial.T-tum, t-tum, t-tum, t-tum - ouve-se. Tantas vezes que perfaz uma média de 25 milhões de rolhas produzidas diariamente. No ar, o cheiro a terra quente, a árvores quebradas, as mesmas das quais um dia nasceu a Amorim.

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