FAES, o esquadrão que semeia o terror em bairros pobres da Venezuela

Membro das Forças de Ações Especiais (FAES) monta guarda em um bairro de Caracas durante operação policial

Membro das Forças de Ações Especiais (FAES) monta guarda em um bairro de Caracas durante operação policial em 1º de abril de 2019

"Senhor, cuida do meu filho", suplicou Miriam, ao ouvir disparos à distância, mas a tragédia estava consumada: Luis, seu único filho, morreu nas mãos de um esquadrão policial que aterroriza as comunidades pobres da Venezuela.

Tiros no tórax abreviaram as vidas de Luis, Jesse, Cristian e outras dezenas, supostamente executados pelas Forças de Ações Especiais (FAES), criadas em 2017.

A situação é tal que a Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, exigiu sua "dissolução" após se reunir, em junho, com famílias das vítimas.

Desde 2018, a ONG de direitos humanos Cofavic, que assessora os familiares, recebeu a informação de 831 supostas execuções, a maioria de homens jovens, que implicariam as FAES.

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