E depois do Idai, garantir que a assistência pós-emergência chega aos mais vulneráveis

Casa destruída na Beira pelo Idai

Casa destruída na Beira pelo Idai

  |  REUTERS/Zohra Bensemra

José Beirão, dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), conta na primeira pessoa como foi viver ao ciclone Idai. E o que falta fazer um mês volvido.

A minha família e eu somos da Beira, mas no dia do ciclone Idai encontrava-me em Maputo numa reunião de trabalho como gestor de pesquisas operacionais da Médicos Sem Fronteiras. Até às 23h00, consegui falar por telefone com a minha mulher, que estava em casa com os nossos três filhos, de 6, 10 e 12 anos. Ela descreveu que o vento ficava cada vez mais forte, até que a ligação foi cortada e não consegui restabelecer o contacto telefónico.

Foi desesperante. As imagens que víamos na televisão, a mostrar a destruição e a reportar possíveis mortes, aumentavam a minha angústia. Só consegui ter notícias novamente quando regressei à cidade três dias depois. Felizmente a minha família estava bem, apesar dos danos na casa: as janelas estavam todas partidas e as chapas do telhado desapareceram com o ciclone.

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