Denúncia de plano para encobrir autores do roubo

Denúncia de plano para encobrir autores do roubo

A carta que levou o Ministério Público (MP) a investigar a encenação do aparecimento das armas diz também que ela serviu para encobrir os autores do roubo e para afastar a Polícia Judiciária da investigação.

A PJ não chegou por acaso ao processo da encenação da recuperação das armas que tinham sido levadas de Tancos. Recebeu uma denúncia muito pormenorizada que explicava como os militares da Polícia Judiciária Militar (PJM) e da GNR de Loulé arquitetaram com o suspeito do assalto a entrega. O objetivo, segundo a carta anónima, seria não apenas ficar com os louros e mostrar que se devia à PJM o sucesso da recuperação do material de guerra. Afastar a PJ civil do processo serviria também para encobrir os autores do roubo - e as cumplicidades dentro do Exército.

Segundo a argumentação do MP, a sede de serem eles a aparecer com os louros teria feito parte da motivação dos militares agora arguidos para cometerem os crimes de que estão indiciados - associação criminosa, prevaricação, denegação de justiça, abuso de poder e falsificação de documentos. Mas o encobrimento dos assaltantes, que podem ter contado com cumplicidades internas no quartel, eleva o caso para outro patamar.

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