Premium Da família real ao Brexit: o novo 'annus horribilis' de Isabel II

A rainha Isabel II sorridente entre Carlos e André nas celebrações oficiais do seu aniversário, em julho

A rainha Isabel II sorridente entre Carlos e André nas celebrações oficiais do seu aniversário, em julho (apesar de fazer anos em abril). A polémica com o filho André (à direita) só viria mais tarde

  |  Arquivo EPA/Neill Hall

Em 1992, os casamentos de três dos filhos da rainha desmoronaram-se em público e o Castelo de Windsor ardeu. Isabel II considerou-o um ano horrível. Como irá recordar 2019?

O discurso servia para assinalar os 40 anos de reinado, mas acabou por ficar marcado pelo balanço daquele que a própria rainha apelidou de annus horribilis. Estávamos a 24 de novembro de 1992 e para trás ficava o divórcio da filha Ana e a separação do filho André, as revelações chocantes sobre o casamento do príncipe Carlos com Diana (que se separariam oficialmente ainda nesse ano), e, apenas quatro dias antes, o incêndio do Castelo de Windsor. Agora, 17 anos depois, 2019 também se arrisca a ficar nas memórias da monarca como um ano horrível: aos problemas familiares com o envolvimento de André com o pedófilo Jeffrey Epstein, à relação fria entre os netos William e Harry e ao acidente de carro a envolver o marido junta-se o caos com o Brexit, que ameaçou pôr em causa a sua isenção face à política.

"1992 não é um ano para o qual vá olhar com prazer. Acabou por se tornar um annus horribilis", disse Isabel II no tal discurso em Guilhall, referindo-se diretamente apenas ao "trágico incêndio de Windsor". O fogo no palácio que era residência privada dos monarcas britânicos há quase mil anos causou danos no valor de 36,5 milhões de libras (42,8 milhões de euros), com as ruínas a tornarem-se um símbolo do descontrolo que se vivia na família real. No meio dos escândalos, os contribuintes rejeitaram ser eles a assumir os custos da reconstrução (pensava-se que chegariam aos 60 milhões), obrigando a rainha a começar a pagar impostos sobre os rendimentos e a abrir ao público a outra residência oficial, o Palácio de Buckingham, para ajudar a custear o restauro.

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