Congresso internacional em Macau debate avanços na investigação da língua portuguesa

Congresso internacional em Macau debate avanços na investigação da língua portuguesa

O Instituto Português do Oriente (IPOR) e o Instituto Politécnico de Macau (IPM) organizam na próxima semana um congresso internacional para debater os avanços na investigação da língua portuguesa, disse hoje à Lusa o diretor do IPOR.

Entre 27 e 29 de novembro "vão ser divulgados os resultados de trabalhos de investigação desenvolvidos em áreas ligadas à língua portuguesa e serão dados a conhecer avanços e inovação no ensino e aprendizagem", explicou Joaquim Coelho Ramos.

O congresso internacional "Macau e a Língua Portuguesa: Novas Pontes a Oriente" terá como foco especial "a realidade do ensino e da aprendizagem na Ásia", acrescentou o responsável.

"Além de se dar a conhecer à comunidade científica ligada à língua portuguesa o que se tem feito", o congresso também tem com objetivo estabelecer "um ponto de contacto que é o português no Oriente", observou.

Na iniciativa pretende-se "também testemunhar o papel de forte relevo que Macau desempenha nas dinâmicas pedagógicas e científicas em campos que vão da língua à cultura, ou das literaturas às atividades da tradução e interpretação", de acordo com um comunicado do IPOR.

A instituição sublinhou a participação de seis palestrantes de "referência internacional": Philip Rothwell, da Universidade de Oxford; Filinto Elísio, professor, romancista e ensaísta de Cabo Verde; Inês Duarte, Catedrática da Universidade de Lisboa; Maria Helena Nóbrega, docente da Universidade de São Paulo; Cristina Martins, da Universidade de Coimbra; e Carlos Morais, da Universidade de Aveiro.

O congresso "será também uma oportunidade para professores e investigadores trocarem experiências e boas práticas com colegas de outras latitudes, visando um cada vez maior nível de profissionalismo na respetiva intervenção pedagógica", segundo o IPOR.

Um objetivo importante "numa altura em que a língua portuguesa se assume como canal privilegiado de contactos socioculturais, políticos e empresariais entre vários povos e o seu estudo se encontra em franco crescimento global", indicou a mesma nota.

Um desenvolvimento "fortemente motivado" na região pelas autoridades de Macau e que permanece integrado nas linhas orientadoras de Pequim que estabelecem Macau como "plataforma de contacto singular com os países de língua portuguesa", acrescentou o comunicado.

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