Com Jesus de 'rosto negro, sangue índio e corpo de mulher', Mangueira atualiza embate entre religiosos e carnavalescos

Mangueira durante segundo dia de desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí.

Mangueira durante segundo dia de desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí.

  |  Pilar Olivares/Reuters

Instituto católico faz abaixo-assinado contra samba da agremiação por ultrajar Jesus Cristo.

Misturar fé e Carnaval nem sempre dá samba. Não para grupos religiosos que vêm aumentando decibéis contra o que veem como cortejos despudorados na hora de vilipendiar seu credo. A grita mais recente partiu do IPCO (Instituto Plínio Corrêa de Oliveira), de católicos que homenageiam, em seu nome, o fundador do ultraconservador TFP (Tradição, Família e Propriedade).

Em abaixo-assinado, o IPCO pede "não ao samba da Mangueira que blasfema contra Cristo". Não há folia, nos últimos anos, "em que a Face Sagrada de Jesus não seja ultrajada, sempre em nome da 'liberdade de expressão'", diz o texto. Não foram os únicos aborrecidos com "A Verdade Vos Fará Livre", enredo de 2020 da escola de samba carioca.

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