Cobrança de propinas: Estudantes consideram medida excessiva

Aspeto parcial da Universidade Agostinho Neto

Aspeto parcial da Universidade Agostinho Neto

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A notícia sobre a cobrança de propinas nas universidades públicas, a partir do próximo ano, conforme anunciou, em Fevereiro deste ano, a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, apanhou muitos estudantes de surpresa.

Em declarações ao Jornal de Angola, vários discentes afirmaram tratar-se de uma medida excessiva, que se não for bem gizada, poderá provocar a desistência de muitos jovens das universidades públicas, por não terem como pagar as propinas, pois na sua maioria são desempregados e originário de famílias de baixa renda ou pobres.

Em função disso, Máxima da Silva, estudante de Economia da Universidade Agostinho Neto, é de opinião que a medida seja ainda ponderada, sob pena de quebrar o ritmo estudantil de muitos jovens, que querem frequentar o ensino superior.
"É necessário amadurecer bem essa decisão, porque nas universidades públicas estudam muitos jovens sem condições financeiras para pagar propinas", alertou.

Emanuel Simão, também estudante da Faculdade de Economia, sugere que a medida seja aplicada apenas quando o país conseguir reerguer-se da crise económica, que o assola desde 2014, por acreditar que até lá as pessoas estarão bem mais preparadas financeiramente para suportar essa e outras medidas.

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