Cartola de Hitler leiloada por 50 mil euros na Alemanha: "interesse histórico" ou "imoralidade"?

A cartola de Hitler, com as suas iniciais, que rendeu 50 mil euros no leilão

A cartola de Hitler, com as suas iniciais, que rendeu 50 mil euros no leilão

  |  REUTERS/Andreas Gebert

As estrelas do leilão eram a cartola de Hitler, um vestido de Eva Braun e uma cópia do Mein Kampf pertencente a Göring. Mas havia talheres, guardanapos, armas, uniformes -- tudo de altos dignitários do nazismo, anunciados como "Artigos históricos de coleção alemães de 1919 para a frente". Uma venda imoral, chama-lhe a Associação Judaica Europeia, que refere o facto de o antissemitismo estar a subir na Europa.

"Isto não é um apelo legal, mas moral. O que estão a fazer não é ilegal, mas imoral."

As palavras são do rabi Menachem Margolin, que preside à Associação Judaica Europeia, numa carta aberta aos responsáveis políticos, tornada pública poucos dias depois de mais uma comemoração da Noite de Cristal -- ocorrida a 9/10 de novembro de 1938 e assim denominada por causa dos vidros partidos dos comércios judaicos nessa noite de pogrom na qual foram incendiados e destruídos templos e livros sagrados e atacadas todas as pessoas identificadas como judias, tendo sido assassinadas 91 pessoas. Em causa estava o anúncio do leilão, esta quarta-feira, pela leiloeira Hermann Historica, de uma série de objetos de uso comum atribuídos a Hitler e aos principais dignitários do nazismo, incluindo uma cartola de Hitler e um vestido da sua companheira Eva Braun.

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