Premium Canadiano detido em Macau por tentar defraudar empresa em 249 ME

Canadiano detido em Macau por tentar defraudar empresa em 249 ME

Um canadiano foi detido na sexta-feira em Macau por alegadamente defraudar uma empresa de entretenimento no valor de 249 milhões de euros, noticiaram os media locais.

De acordo com um comunicado da Polícia Judiciária (PJ) de Macau, citado pela agência de notícias AFP, o cidadão canadiano de 61 anos é acusado de usar documentos falsos para tentar transferir dinheiro de uma conta do banco da empresa de entretenimento para uma conta em Hong Kong.

O banco ter-se-á apercebido de que a assinatura não coincidia com a que está associada à conta bancária e contactou as autoridades.

O suspeito, de apelido Leao, foi detido na fronteira quando tentava sair do território, segundo a imprensa local.

Contactada pela agência Lusa, o Consulado Geral do Canadá em Hong Kong e Macau não respondeu até ao momento sobre as acusações nem se já entrou em contacto com o suspeito.

A China e o Canadá vivem uma crise diplomática desde que, em 01 de dezembro passado, a diretora financeira do grupo chinês de telecomunicações Huawei, Meng Wanzhoufoi foi detida em Vancouver, a pedido dos EUA, por suspeita de que o grupo chinês das telecomunicações tenha exportado produtos de origem norte-americana para o Irão e outros países visados pelas sanções de Washington, violando as suas leis.

Após terem ameaçado o Canadá com "graves consequências" caso não libertasse Meng, as autoridades chinesas detiveram Michael Kovrig, antigo diplomata do Canadá, e Michael Spavor, empresário que organiza viagens turísticas e eventos desportivos na Coreia do Norte.

As detenções dos dois canadianos levaram mais de cem académicos e antigos diplomatas a pedir à China a sua libertação.

De acordo com a petição, assinada por especialistas sobre a China e dirigida ao Presidente chinês, as detenções dos dois canadianos, por "prejudicarem a segurança nacional da China", são um sinal preocupante para aqueles que fazem pesquisa sobre o país.

Um tribunal no norte da China anunciou ainda a repetição do julgamento do canadiano Robert Lloyd Schellenberg, condenado, em 2016, a 15 anos de prisão, por tráfico de droga, mas cujo último veredicto, na semana passada, ditou a sua condenação à pena de morte.

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