Campanha online: até Trump tenta salvar leões a morrer à fome no Sudão

Choveram petições para salvar cinco leões malnutridos que estão a morrer no parque da capital sudanesa. Até Donald Trump apelou ao governo do Sudão para acabar com o "abuso animal" e "ter vergonha"

Na rede social Twitter, o ativista sudanês Osman Salih, organizador de uma campanha pública de salvamento dos leões que estão no parque de Cartum, escreveu a meio da manhã de hoje: "Lamento informar que a leoa que estava doente morreu. A outra fêmea está a melhorar e o macho está ok".

No domingo, depois de as fotos dos leões famélicos e doentes se terem tornado virais, uma autêntica multidão acorreu ao parque para ver os animais. "Fiquei chocado quando vi aqueles leões no parque...os seus ossos estão a sair da pele", afirmou à AFP o organizador de uma campanha pública de salvamento, Osmar Salih.

O Presidente dos Estados Unidos respondeu no Twitter ao post do ativista Salinh, apelando ao governo do Sudão para "acabar com o abuso aos animais" e para "ter vergonha".

Campanha online: até Trump tenta salvar leões a morrer à fome no Sudão

Os cinco leões estão presos em jaulas no Parque Khartoum Al-Qureshi. Sofrem há semanas de falta de alimentos e de medicamentos.

Funcionários do parque e médicos têm sido citados nas agências a garantirem que alguns dos leões perderam quase dois terços do seu peso nas últimas semanas.

"Não há comida disponível por isso muitas vezes compramos alimentos com o nosso próprio dinheiro para os alimentar", disse à AFP Essamelddine Hajjar, gerente do parque.

O Parque é gerido pelo município de Cartum e parcialmente financiado por doadores privados. Mas como o Sudão está no meio de uma crise recorde de insegurança alimentar, com 6,3 milhões de pessoas em risco de fome. A inflação tem subido a um ritmo galopante e a ONU já traçou um plano de resposta humanitária para o país.

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