Angola reduziu fome, mas tem de reforçar luta contra pobreza

Angola reduziu fome, mas tem de reforçar luta contra pobreza

A comissária para a Economia Rural e Agricultura da União Africana (UA) afirmou hoje, em Luanda, que Angola progrediu na redução da fome, mas precisa de reforçar a estratégia para diminuir a pobreza, agravada com o desemprego entre jovens.

Josefa Sacko falava à imprensa à margem do encontro de lançamento do Processo de Reformulação do Plano Nacional de Investimento Agrícola de Angola (PNIA), que visa alinhar a agenda interna com as metas internacionais, quer a continental quer a global, respetivamente para 2030 e para 2063, para que possa reduzir a pobreza e acabar com a fome até 2025.

"Houve muitos progressos para acabar com a fome, tendo na base os programas de segurança alimentar", disse a angolana Josefa Sacko, sublinhando que, em termos de combate à pobreza, Angola precisa de "fazer mais esforços".

"A extrema pobreza é condenada a nível mundial e temos a questão do desemprego dos jovens, que é um dos pontos que acentua a pobreza no nosso continente e não só. As nossas zonas rurais, onde se faz a agricultura, deve ser revista para podermos investir e operar aí uma transformação", frisou.

Por sua vez, o ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Marcos Nhunga, disse que a disponibilização dos recursos para o setor "continuam aquém do indicado" para o alcance dos objetivos do pacto.

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