Alemanha condiciona cooperação com o Brasil à preservação ambiental

Alemanha condiciona cooperação com o Brasil à preservação ambiental

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A Alemanha condicionou a cooperação com o Brasil à preservação ambiental, sobretudo da região da Amazónia, durante um encontro entre governadores brasileiros e responsáveis alemães.

"Temos muitas empresas com experiências nos setores de saneamento e energia limpa que podem interessar-se pelo nordeste e para nós é também importante a preservação da floresta amazónica para aceitar esses projetos", afirmou na sexta-feira o secretário de Estado do Ministério da Economia da Alemanha, Ulrich Nussbaum, após um encontro com governadores da região, que politicamente é opositora ao presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

Os governadores dos nove estados do nordeste concluíram hoje uma visita a Berlim, numa missão comercial de cinco dias em que procuraram aproximação com empresas e organismos europeus.

Num comunicado conjunto emitido pelos governadores, é citado o diretor para a América Latina do Ministério da Cooperação Económica e Desenvolvimento da Alemanha, destacando que "a proteção do clima e das florestas tropicais é um dos temas mais importantes", refere a agência EFE.

Esta semana, o ministro do Meio Ambiente brasileiro, Ricardo Salles, anunciou o lançamento de um plano nacional de combate à desflorestação na Amazónia, após um aumento de 29,5% entre agosto de 2018 e julho último naquela região.

O plano contra a desflorestação assenta em cinco eixos principais: "regularização fundiária; zonamento ecológico-económico; pagamento por serviços ambientais; bioeconomia; e tolerância zero contra a desflorestação ilegal".

Salles defende que a "regularização fundiária" é uma forma de diminuir os conflitos ambientais naquela região, como a ocupação irregular de terrenos.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, com cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

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