Violência regressou à rua na tarde de domingo

Ação da polícia nos protestos de Hong Kong tem sido, diversas vezes, questiona. Ontem, não foi exceção

Ação da polícia nos protestos de Hong Kong tem sido, diversas vezes, questiona. Ontem, não foi exceção e o Plataforma Media esteve lá para comprovar

  |  Gonçalo Lobo Pinheiro

Pelo menos duas agências bancárias do China Construction Bank no distrito de Central, coração da cidade de Hong Kong, foram vandalizas estas tarde no decurso de mais manifestações, desta vez centradas em protestos pela entrada em vigor da "lei antimáscaras" decretada pelo governo local.

De acordo com relatos no site do jornal South China Morning Posto, grupos de indivíduos, de cara tapada, têm estado envolvidos em escaramuças com a polícia que já recorreu uma vez mais ao uso de gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar grupos de manifestantes, designadamente na zona de Wan Chai, na ilha de Hong Kong, e em Mong KoK, Kowloon.

Mais de metade das estações da rede de metropolitano da cidade estão encerradas. De acordo com o jornal, que não identificou o serviço e localização, um edifício governamental foi também vandalizado.

Há relatos de sinais de controlo de tráfego vandalizados e de terem sido arrancados revestimentos de calçada na zona de Central, os quais têm sido utilizados em manifestações anteriores para atacar a polícia e danificar montras de estabelecimentos.

Centros comerciais localizados no centro da cidade estão encerrados e há registo de utilização de cocktails molotov (bombas incendiárias artesanais) pela parte de manifestantes.

Até meio da tarde (18:00, hora local) não havia registo de feridos, mas já teriam sido feitas detenções.

Os protestos, não autorizadas, arrancaram cerca das 14:00 locais. Pelo terceiro dia consecutivo, milhares de pessoas sairam à rua para condenar a 'lei antimáscara", que entrou em vigor à meia-noite da sexta-feira, proibindo o uso de máscaras nas manifestações no território.

Na noite de sexta-feira, grupos radicais vandalizaram instalações ferroviárias e estabelecimentos comerciais, a maioria com ligações a interesses económicos da China continental, ataques que levaram ao encerramento da rede de metropolitano da cidade durante todo o dia de sábado.

Estes atos de vandalismo levaram a líder do Governo local, Carrie Lam, a libertar ontem, sábado, uma mensagem vídeo a condenar a violência e a justificar assim a imposição da lei agora contestada e que vem dos tempos da então colónia britânica.

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