Violência e adversidade económica são desafios para 2020

Carrie Lam

Carrie Lam

  |  Reuters

A chefe do Governo de Hong Kong disse hoje que a cidade enfrenta vários desafios em 2020, incluindo "violência, adversidade económica e uma ameaça à saúde", quando os protestos antigovernamentais entram no oitavo mês, mas assegurou que o Executivo "está determinado a atravessar a tempestade".

A relutância do Executivo da região em responder concretamente às exigências políticas tem sido alvo de crescentes e intensas críticas por parte dos manifestantes, que continuam a pedir reformas eleitorais e uma investigação independente às acusações de brutalidade policial.

Quando questionada novamente sobre esse inquérito, numa conferência de imprensa esta manhã, Lam disse, citada pela agência de notícias Associated Press: "Não precisamos seguir esse caminho".

Os protestos em massa começaram em junho em oposição a emendas propostas à legislação de extradição, que permitiriam que os residentes de Hong Kong fossem enviados para julgamento na China continental, onde os ativistas são habitualmente alvo de detenções.

Embora a chefe do Executivo tenha retirado a proposta de lei, as manifestações continuaram à volta de reformas democráticas mais amplas.

Antiga colónia britânica, Hong Kong foi devolvida à China em 1997 sob o princípio "um país, dois sistemas", ao abrigo do qual se prometeu serem defendidos no território direitos que não são concedidos no continente.

Na conferência de imprensa, Lam também tentou tranquilizar a população em relação a uma doença respiratória, que pode ter infetado alguns residentes de Hong Kong que viajaram recentemente para a cidade chinesa de Wuhan, onde 59 pacientes estão a ser tratados a uma pneumonia viral cuja causa ainda não foi identificada.

A governante prometeu que o Governo irá alterar a portaria de Prevenção e Controlo de Doenças, dando poderes legais às autoridades de saúde para isolar pacientes suspeitos, algo que deverá acontecer esta semana, acrescentou, citada pela emissora pública RTHK.

Lam escusou-se ainda a tecer qualquer comentário sobre o novo chefe do gabinete de ligação da China em Hong Kong, Luo Huining, nomeado no fim de semana.

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