Protestos ilegais no Dia Nacional da China, metro fecha estações

Chinese, left, and Hong Kong flags are displayed outside the Central Government Offices in Hong Kong

Chinese, left, and Hong Kong flags are displayed outside the Central Government Offices in Hong Kong, China, Saturday, Oct. 4, 2014. A week into demonstrations in Hong Kong notable for their order and endurance, protesters came under attack from opponents, highlighting the fault lines of a city torn between commercial interests and a desire for greater democracy. Photographer: Tomohiro Ohsumi/Bloomberg via Getty Images

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Os 70 anos da fundação da República Popular da China que se comemoram hoje estão a ser assinalados em Hong Kong pelo agendamento de protestos pró-democracia ilegais e pelo fecho de estações de metro.

Apesar da proibição policial de se realizarem manifestações no Dia Nacional da China, os apelos para que a população de Hong Kong saia de novo à rua para exigir reformas democráticas no território multiplicam-se.

"Uma situação muito perigosa", avisou a polícia na véspera, afirmando que "os manifestantes radicais estão a aumentar o seu nível de violência (...) e cada vez mais envolvidos em atos de terrorismo".

Uma análise de risco que levou, de resto, a empresa que gere o metro em Hong Kong a anunciar esta manhã o encerramento de 11 estações, que têm sido vandalizadas ao longo destes quase quatro meses de protestos.

Sempre que manifestações como aquelas promovidas pela Frente Cívica de Direitos Humanos (FCDH) foram proibidas pela polícia, a ameaça de penas de prisão não travou a mobilização da população em Hong Kong.

A última grande manifestação proibida pelas autoridades de Hong Kong, a 18 de agosto, terá levado para as ruas mais de 1,7 milhões de pessoas, segundo a organização, um número contrariado pelas autoridades que estimaram 128 mil manifestantes no protesto.

Segundo uma estimativa da própria associação, a FCDH foi responsável pelas manifestações que levaram à rua um milhão de pessoas a 09 de junho e dois milhões a 16 de junho, com a polícia a nunca contabilizar mais de 340 mil pessoas nestas ações.

O Governo de Hong Kong anunciou a retirada formal das emendas à polémica lei da extradição que esteve na base da contestação social desde o início de junho.

Contudo, os manifestantes continuam a exigir que o Governo responda a quatro outras reivindicações: a libertação dos manifestantes detidos, que as ações dos protestos não sejam identificadas como motins, um inquérito independente à violência policial e, finalmente, a demissão da chefe de Governo e consequente eleição por sufrágio universal para este cargo e para o Conselho Legislativo, o parlamento de Hong Kong.

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