Presidente da Guiné-Bissau anuncia recandidatura ao cargo

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, fala aos jornalistas após ter sido recebido pelo homólogo

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, fala aos jornalistas após ter sido recebido pelo homólogo de Portugal, Aníbal Cavaco Silva (ausente da fotografia) no Palácio de Belém, em Lisboa, 26 de março de 2015. MÁRIO CRUZ/ LUSA

José Mário Vaz aceitou hoje o pedido feito pelos seus apoiantes e anunciou que vai ser candidato às eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro

"Um, dois, três. Aceito com orgulho e honra os vossos pedidos para me recandidatar para um segundo mandato", afirmou José Mário Vaz perante o aplauso de centenas de apoiantes.

"Afirmo hoje e aqui perante vós, meus irmãos e povo da Guiné-Bissau, que é por vós, para realizar os vossos anseios, continuarmos juntos a fazer desta terra um grande país, que eu sou candidato às eleições presidenciais de 24 de novembro", continuou o Presidente guineense.

José Mário Vaz falava num espaço cultural, em Bissau, que começou a ser preparado ao início da manhã de hoje para a cerimónia de anúncio da candidatura, que juntou, segundo a organização, cerca de duas mil pessoas.

A imprensa foi convocada para estar presente às 15:00 locais (16:00) em Lisboa, mas teve de esperar, à semelhança dos apoiantes, mais de três horas para ouvir o já esperado anúncio do Presidente guineense de que é candidato às presidenciais.

Num longo discurso, de 12 páginas, José Mário Vaz fez um balanço sobre os cinco anos do seu mandato e deixou críticas aos seus adversários políticos.

Segundo José Mário Vaz, os "insultos e mentiras" vieram dos que até hoje "foram os únicos beneficiários" da independência da Guiné-Bissau e das "suas riquezas".

"É normal que um cidadão e líder de um grande partido peça às Forças Armadas para darem um golpe de Estado? É normal que o mesmo indivíduo que apela a um golpe de Estado contra a Constituição seja hoje candidato às presidenciais para fazer cumprir a Constituição?", questionou José Mário Vaz.

O Presidente guineense referia-se ao líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, Domingos Simões Pereira, que é o candidato deste partido às presidenciais, depois de ter visto o seu nome ter sido recusado por José Mário Vaz para o cargo de primeiro-ministro.

A candidatura do Presidente é apoiada por vários movimentos, incluindo o de Botche Candé, eleito deputado pelo Partido de Renovação Social e conselheiro de José Mário Vaz, e por vários partidos sem assento parlamentar.

Além de José Mário Vaz e Domingos Simões Pereira, são candidatos às eleições presidenciais Carlos Gomes Júnior, antigo primeiro-ministro do país e candidato independente, Umaro Sissoco Embalo, também antigo chefe do Governo guineense e apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Idrissa Djaló, líder do Partido da Unidade Nacional, e Vladimir Deuna, também do Madem-G15, mas que concorre como independente.

Nancy Schwartz, candidata independente, é, até agora, a única mulher na corrida.

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